PERCEPÇÃO, COMPREENSÃO E ANÁLISE DA EDUCAÇÃO BÁSICA: EXPERIÊNCIAS OBTIDAS E DESAFIOS A ENFRENTAR EM UM PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM NAS PRÁTICAS EDUCATIVAS.

 


PERCEPÇÃO, COMPREENSÃO E ANÁLISE DA EDUCAÇÃO BÁSICA: EXPERIÊNCIAS OBTIDAS E DESAFIOS A ENFRENTAR EM UM PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM NAS PRÁTICAS EDUCATIVAS.



Anderson dos Santos Gonçalves1

Alessandra Labelle Pereira Silva2

Hildo da Silva Almeida3

Leonardo Anderson do Espírito Santo4

Maria Diana Ribeiro de Sousa5

RESUMO 

O conteúdo deste trabalho foi produzido a partir das atividades apresentadas pelos discentes da Turma de Licenciatura em Geografia do 8º semestre do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Pará, que referenciam sobre dimensões e compreensões das experiências teóricas e práticas particulares vividas ao longo do curso. Os estágios os quais os discentes realizaram em práticas metodológicas também trouxeram tais práticas que se desenvolveram no decorrer do curso. As aprendizagens em muito dos casos dependem dos sistemas e das instituições educacionais locais, assim como a própria gestão que regula determinadas instituições de ensino tanto em âmbito municipal, estadual ou federal. Este trabalho também faz abordagens sobre a atuação de professores na educação básica, seus desafios, problemáticas e percepções que transformam tal educação em um viés de desafios que desempenham os profissionais da educação a se redescobrir em construção ao caráter administrativo e pedagógico da escola local. 



1. INTRODUÇÃO 

O presente trabalho foi realizado a partir das experiências vivenciadas nas disciplinas Prática Educativa (Práticas Educativas 1 à 7). No decorrer do trabalho serão descritas conclusões de experiências, visões pessoais da educação atual.



2. REFERENCIAL TEÓRICO 

Este trabalho foi referenciado a partir da obra de John Devey que aponta sua teoria geral da educação, onde deixa claro que a contínua reconstrução da experiência, individual ou social somente pode ser aceita ou continuamente buscada por sociedades progressivas ou democráticas, que visem não apenas a simples preservação dos costumes estabelecidos, mas a sua constante renovação e revisão. (TEIXEIRA, 1959, p.31). Diversos outros autores falam de tantos desafios na educação (desvalorização dos professores, falta de infraestrutura, falta de engajamento dos alunos, baixa participação dos responsáveis junto às atividades escolares, etc.). De falto são problemas que interferem diretamente na formação do aluno. Para Heloísa Luck., “A escola deve ser uma comunidade de aprendizagem, também de liderança, tendo em vista a natureza do trabalho educacional” Heloisa defende que é necessária a presença de gestores que atuem como líderes, capazes de implementar ações direcionadas para esse foco, ou seja, a Liderança (gestão escolar) deve ser participativa em ações políticas pedagógicas. Já Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira, entendia o conhecimento como um direito e a Educação como parte da política cidadã e uma educação libertadora, construída a partir da valorização dos direitos humanos.



3. METODOLOGIA 

Toda a análise feita durante o processo de construção de um trabalho científico merece atenção no caminho percorrido, ou seja, uma estratégia bem elaborada para exemplificar e apresentar todos os métodos inseridos para que um projeto de pesquisa através de sua abordagem venha dialogar com seu principal conteúdo. Este estudo sistemático abrange todos os procedimentos e técnicas que foram utilizados para este artigo, dentro desta área educacional, a disciplina Prática Educativa. Foi realizada uma breve investigação, análises, interpretação e resolução de problemas a partir do conceito de ideias dos próprios discentes onde suas perspectivas mostram qual a realidade da educação local, assim como suas experiências obtidas durante todo o curso de Licenciatura em Geografia do IFPA Campus Belém. A partir de uma metodologia que aborda sistematicamente e com bastante cuidado as percepções de um conjunto de orientações e ferramentas os quais são os meios de investigação e análise primordial para a construção do trabalho científico. Este artigo foi montado a partir das percepções sobre a realidade dos sistemas e das instituições educacionais locais, assim como a própria atuação dos professores nesta educação, o caráter administrativo e pedagógico. Quais suas problemáticas encontradas, seus resultados e a análise crítica de como o desenvolvimento a uma gestão mais articulada pode se tornar o melhor caminho metodológico para a inovação de tendências educacionais participativas. Se há desafios superados e não superados e onde/como buscar respostas para os não encontrados. Onde se encontraria a deficiência e se a percepção dos discentes dentro das práticas educativas, fazendo relações interpessoais e profissionais seriam um ponto negativo a se trabalhar com mais ênfase nas escolas de educação básica sob o olhar administrativo. Os discentes apresentando suas respostas sobre suas experiências e análises de práticas em atividades realizadas, conseguiram mostrar a partir de críticas desenvolvidas e dentro deste método, foi possível elaborar este artigo o qual consegue fornecer um conjunto de técnicas e procedimentos sistemáticos. Nesta análise documental conseguiu-se analisar os registros existentes feito pelos próprios discentes e a partir de uma metodologia qualitativa, o trabalho se concentrou na compreensão e interpretação dos fenômenos sociais educacionais, incluindo culturais e psicológicos. Este estudo metodológico se amplifica e se caracteriza em ambos os processos metodológicos, pois explora a complexidade e a riqueza dos dados qualitativos como observação e analise de documentação que foi o caso deste trabalho, onde identifica-se padrões e tendências e significados subjacentes aos fenômenos estudados.



4. RESULTADOS E DISCUSSÕES


4.1. Percepções sobre a realidade dos sistemas e das instituições educacionais locais. 

A ensino, sem dúvidas é, e sempre será um desafio para o corpo formante desse importante pilar social, pois, assim como a sociedade sofre modificações e altera-se com o passar dos anos, o ensino também tenta, as vezes de maneira ineficaz, acompanhar e manter-se atualizado as necessidades sociais. Levando em consideração as respostas dos questionários aplicados, os quais deram base e “frutos” para a produção desse artigo, nesse caso, mais especificamente, as respostas sobre as percepções sobre os sistemas e instituições de ensino, pode-se observar que em grande parte, relatou-se a necessidade de enfrentar desafios “De fato, grandes desafios ainda precisam ser superados e, é de papel fundamental a importância da gestão escolar na liderança e organização da instituição, inclusive os desafios sociais econômicos em meio a educação sem dúvida, são os que mais ainda afetam os alunos de rede de ensino público” ; “ Os sistemas educacionais hoje tem lutado e enfrentado desafios para uma melhor articulação do ensino aprendizagem em ganhar tempo e produção satisfatória” ; “ Minha percepção sobre a realidade dos sistemas e das instituições educacionais locais revelam a complexidade dos desafios enfrentados pelos profissionais da educação. Muitas vezes, essas estruturas são afetadas por questões burocráticas e falta de recursos, o que impacta diretamente na qualidade do ensino”. Uns decidam-se aos desafios relacionados a infraestrutura, outros aos desafios burocráticos, e outros a desafios mais relacionados a questões sociais. Tendo em mente a forte conexão dos desafios citados acima, pode-se perceber que a comunicação e realização dos processos macro e micro dentro da estrutura do ensino acarretam uma série de “pequenos” desafios que terminam por muitas vezes inviabilizar o pleno exercício e completude do ato de ensinar e consequentemente de aprender.


4.2. Percepções sobre a realidade da atuação de professores na educação básica.  

A atuação no campo da Educação envolve um enorme contingente de desafios e responsabilidades ao trabalhador, uma vez que o profissional se depara com inúmeras situações que vão além do ato de ensinar. Adentram na escola os reflexos de todas as mazelas sociais, que envolvem as famílias, os alunos e mesmo o ato de ensinar. “Adoecido, o professor, formador de todos os demais profissionais, se vê sem condições de exercer a profissão que escolheu para a sua vida, deixando também a escola e a sociedade carentes de sua contribuição social” (Carlotto 2010). O modelo educacional brasileiro, vem nos últimos anos passando por sérias transformações, as quais tem suscitados debates acerca da qualidade da formação dos professores e, por conseguinte suas respectivas práticas. Observar-se com isso, que a realidade educacional brasileira é muito complexa, tendo em vista os sujeitos nela inseridos, as políticas públicas educacionais, e o mais importante, o modelo educacional e escola que está pautado na tradição e engessado com práticas arcaicas, como também sem bases de investimento do poder do Estado em suas funções de educação (escolas de direito público). Tais pressupostos nos levam a perceber que é preciso o envolvimento dos sujeitos, não somente do poder público, nesse processo, para que respostas plausíveis sejam dadas a situação, ao passo que professor e aluno mantenham um diálogo constante em favor da educação, das tecnologias e do contexto educacional. Para tanto, as tecnologias são de suma importância, já que traz para sala de aula uma carga semântica significativa do contexto do aluno e, por conseguinte permitirá ao professor mediar o conhecimento na sala de aula, assim tendo em vista, uma formação continuada e especializações nessas áreas inovadoras de ensino. Nesse processo, situamos a figura do professor, sua formação acadêmica e sua prática de sala de aula, que frente às mudanças sociais e contemporâneas, tem buscado respostas para não ficar fora deste processo, atualizando-se constantemente, para dar respostas significativas e convincentes ao mercado de trabalho. Para tanto, se faz necessário entender e interpretar a formação de professores neste contexto, já que o mesmo tem exigido profissionais mais qualificados e atualizados, respondendo as necessidades do seu tempo e a demanda social que vai surgindo. “Daí a necessidade de desvendar, no atual contexto, os vários sentidos da formação e as demandas da escola hoje em dia” (UNESCO, 2004). Assim, para que a formação dos professores aconteça efetivamente, é preciso ter a mesma pauta das ações, e que esta não seja vista apenas como paliativo ou reciclagem. É preciso ir além do que é oferecido e pensado acerca da formação dos professores, e buscar soluções práticas para contextos dinâmicos. E diante de tantas barreiras atreladas a escola e suas formas engessadas de conceber a educação pouco pode ser feito para ocorrer mudanças substanciais e imediatas neste ambiente. Porém, ao menos a formação docente qualificada e preparada poderá alterar determinados quadros do atual cenário educacional brasileiro e possibilitar que mudanças significativas passam a acontecer.


4.3 A compreensão do caráter administrativo e pedagógico da escola. 

Nas 10 questões analisadas, dois assuntos foram mais frequentes: a falta de Projeto Político Pedagógico (PPP) e educação de qualidade voltadas para alunos. Como compreender o caráter administrativo e pedagógico da escola nesses dois momentos? Atualmente está transitando um modelo educacional que começou em 2022 e está prevista para finalizar em 2024, por isso algumas escolas podem ainda não ter atualizado o PPP segundo as novas diretrizes. Portanto, o Projeto Político-Pedagógico (PPP) é obrigatório para todas as escolas, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). No entanto, esse documento não deve ser elaborado e deixado de lado, mas sim revisto periodicamente. Essa revisão permite adequar o PPP ao contexto da escola e ajustar as metodologias pedagógicas, visando melhorar a educação oferecida aos alunos. O documento serve como guia para as atividades realizadas pela instituição de ensino e precisa acompanhar as necessidades da comunidade escolar. Uma das principais características do PPP é que o documento precisa refletir a realidade da escola. Por isso, é preciso olhar para o panorama atual da instituição a cada avaliação para entender se ajustes serão necessários para atender a situação atual. Além disso, essa é uma maneira de manter o PPP atualizado, afinal, ele não deve ser deixado de lado após a finalização. Nesse caso, é importante avaliar desde o perfil do aluno até a realidade sócio geográfica na qual a instituição de ensino está inserida. A leitura reflexiva do documento pode demandar um tempo maior, mas é fundamental para entender se o PPP ainda condiz com a escola. Ademais, esse diagnóstico pode servir para reforçar os aspectos positivos da escola, de maneira que ele possa contribuir ainda mais com o ensino-aprendizagem. Uma educação de qualidade é aquela que fornece a todos os alunos as capacidades de que precisam para se tornarem economicamente produtivos, desenvolver meios de vida sustentáveis, contribuir para sociedades pacíficas e democráticas e melhorar o bem estar individual. Os resultados de aprendizagem exigidos variam de acordo com o contexto, mas no final do ciclo de educação básica devem incluir níveis mínimos de alfabetização e matemática simples, conhecimento científico básico e habilidades para a vida, incluindo consciência e prevenção de doenças. Qualquer progresso que nossa sociedade tenha feito ao longo dos séculos é devido à educação. Sendo a pedra fundamental da sociedade, a educação traz reformas, ajuda no progresso e abre caminho para a inovação. A importância da educação de qualidade não pode ser prejudicada em uma sociedade, e é por isso que grandes personalidades escreveram extensivamente sobre sua necessidade em uma sociedade civilizada. Atualmente a tecnologias é uma ferramenta fundamental a favor da educação. Existem inúmeras razões pelas quais a tecnologia é um aspecto fundamental da aprendizagem nas escolas. Quer queiramos ou não, a tecnologia está em toda parte; e para que os alunos sobrevivam na educação pós-secundária e no mundo dos negócios, eles devem conhecer tecnologia. Os alunos exigem isso: eles se envolvem com a tecnologia constantemente fora da sala de aula. As crianças gostam de ser interativas, e aprender por meio da tecnologia agora se tornou parte de seu estilo de vida. Novos professores estão exigindo isso: o movimento da tecnologia foi implementado na educação pós-secundária, bem como em outros empregos profissionais. Para novos professores, a tecnologia é considerada uma necessidade para o ambiente de aprendizagem. A escola é um espaço antes de tudo de formação humana, ambiente propício para estimular mudanças na sociedade. Haja vista, que nos dias atuais considera-se complexa e cheia de exigências, contudo, a necessidade de interagir, socializar uns com os outros faz com que a escola ainda seja o caminho mais viável para o pleno desenvolvimento do cidadão. Assim, a cerca dessa análise e que a gestão educacional é reconhecida hoje, como um dos elementos determinantes do desempenho da escola. Por isso, vários estudos têm abordado essa temática, a fim de debater alguns conceitos existentes, sendo este, de suma importância para o processo profissional daqueles que estão gerenciando instituições de ensino, pois atualmente as instituições vêm desconstruindo a concepção de gestor autoritário, o comandante que se vê como único responsável pela tomada de decisões dentro do ambiente escolar. Porém, percebe-se que o gestor ou diretor ainda assume um papel de centralidade sistematizada, sendo o único que deve prestar contas pelos resultados educacionais, sendo estes positivamente perante as secretarias de educação. Deste modo, a Gestão Democrática pode ser entendida como um processo de tomada de decisão conjunta, possibilitando a articulação entre os diversos segmentos da comunidade escolar, sendo fundamental para o desempenho da escola de forma positiva. Segundo (LIBÂNEO: 2002 p. 39). 

                                                                               A escola como parte integrante da sociedade, deve                                                                                       agir com o intuito de transformação desta mesma                                                                                        sociedade e não como adaptadora do indivíduo à                                                                                         sociedade ou como mera reprodutora da ordem social                                                                                  instituída.

 

Não obstante, tem-se observado um distanciamento na transformação eficaz e social das instituições de ensino. Pois, o que se percebe é que gestão, professor, alunos e a comunidade não falam a mesma língua e isso ocasiona problemas que interferem nos resultados de ensino/aprendizagem. Nesse sentido, como a compreensão do caráter administrativo e pedagógico pode contribui para o desempenho da escola? A compreensão do caráter administrativo e pedagógico da escola deve estar associada a uma ação conjunta a comunidade, propiciando interação, planejando ações que favoreça a comunicação para que venha realmente surti efeito de caráter prático à instituição, sendo uma das saídas para solucionar problemas que adentram os portões das mesmas. 


5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

De acordo com os resultados apresentado nas análises realizadas sobre as percepções das realidades na educação básica, tendo em vista as instituições de ensino locais e a atuação de professores, bem como da compreensão do caráter administrativo e pedagógico da escola, verificou-se que questões relacionadas a gestão escolar na liderança e organização das instituições, somados aos desafios sociais e econômicos na educação, são os que mais afetam na aprendizagem dos alunos e na atuação de professores da rede de ensino público local. Em relação a compreensão do caráter administrativo e pedagógico da escola, observa-se a ausência de um Projeto Político Pedagógico ativo e objetivo, o qual possa nortear as ações e aprimorar o processo de aprendizagem dos alunos, tornando a escola mais democrática afim de evitar grandes evasões escolares e adequá-la ao novo modelo educacional vigente, tendo a tecnologia como ferramenta a seu favor. Nesse sentido, faz-se necessário que a Gestão Escolar se posicione como alicerce da dinâmica das instituições de ensino, buscando garantir o funcionamento pleno da escola, tendo como foco maior a formação dos alunos, a aprendizagem e a valorização da educação. Diante disso, é tamanha importância a imersão dos discentes nos contextos reais da educação, trazendo discussão e reflexões, sobre tantos os desafios envolvidos na área educacional, tanto de quem repassa o conhecimento, como de quem recebe.


REFERÊNCIAS:

 LÜCK, Heloísa, Dimensões da Gestão Escolar e suas Competências. Curitiba: Positiva, 2019 FREIRE, Paulo DEWEY, John. Vida e educação. 5. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1959.  



















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